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sábado, 22 de junho de 2013

Nem tudo é um mar de rosas

De um comentário meu neste blogue, faço um post:


"O optimismo inicial de se mudar de país, é normal: é um começar de novo, uma "segunda oportunidade", e tudo é novidade. A verdade é que pondo todas as experiências na balança, as boas ganham sempre. Não nos queremos de lembrar do dia em que alguém fingiu não ouvir a nossa pergunta, só porque somos estrangeiros e estamos de mochila às costas; não nos queremos lembrar do dia que nos confundiram com uma turca e nos abriram a porta do seu estabelecimento para sairmos; etc; e nem interessa porque percebemos que preconceitos existem em toda a parte do mundo, até no nosso país, mas só nos apercebemos quando nos encontramos na mesma situação de imigrante. E depois há a renda de 600€/mês que se paga por um apartamento de 50 m2, fora despesas de água e electricidade.
Não é um mar de rosas, mas até das más experiências se tira uma lição. Lição essa que nunca teríamos aprendido se continuássemos no nosso país, na mesma condição de há anos, acomodados. É uma "viagem ao nosso interior" e a verdade é que as pessoas vão para fora para "crescer". É isso que elas procuram, mesmo não sabendo :) E algumas apercebem-se que, afinal, não teria sido preciso sair do país para "crescerem". Outras encontram na terra que os acolhe o reconhecimento que não tiveram no seu país e pensam "ainda bem que saí".
Acredito que existam muitos casos em que as expectativas não foram de todo preenchidas, ao emigrarem, e esses talvez não se sintam à vontade de o partilharem. Talvez porque se associe isso a um "insucesso", já que todos que emigram dizem que vale a pena. E afinal, é para valer a pena! Quem é que gosta de contar à própria família que, passados 10 meses num país estrangeiro, ainda não encontrou trabalho? Ninguém. Quanto mais num blogue de relatos de pessoas desconhecidas, cujas experiências sao todas positivas.
Isto de se ser emigrante, tem muito que se lhe diga :) O importante é cada um ter a certeza do que quer e seguir a sua intuição. E ser feliz com essa decisão."

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Insucesso na procura de trabalho

Olá, Filipe!

Em vez de me perguntares sobre empresas que estejam a precisar de engenheiros (se soubesse, já tinha usado essa informação para mim, né? ;) ), que tal perguntares a ti próprio porque é que a tua estratégia para arranjar emprego não está a funcionar?

Pelo que eu percebi, também tens estado a tentar a tua sorte e não tens tido sucesso.
Mas porquê esse insucesso? Já te fizeste essa pergunta? Pouca oferta para engenheiros civis? Pouca sorte? Tens um CV fraco? E fraco em quê? Na tua formação (duvido...), na tua especialidade, na tua falta de experiência, ou apenas na maneira como redigiste o CV?

Se já mandaste CV e nada aconteceu, não é por eu te dar o nome de empresas que precisam de engenheiros, que tu vais arranjar emprego... Porque há qualquer coisa que não está a funcionar, no teu caso. Porque as empresas estão SEMPRE à procura de pessoal. Bem sei que não é fácil para engenheiros civis arranjarem emprego no estrangeiro. Eu que o diga! Porém, pode ser que, no teu caso, seja apenas um problema de redacção de CV e carta de apresentação.

Vamos lá ver se eu te consigo orientar na tua estratégia:

1. Chamam-te para entrevistas? Ou nem a essa fase tu passaste? Se não tens recebido convites para entrevistas, então é porque o problema está ou no CV ou na carta de apresentação. Na maneira como estás a fazer esses dois documentos. Eles são o teu cartão-de-visita. O que te abrirá a porta de todo este processo que é arranjar emprego no estrangeiro.

2. O teu CV está bem redigido? Duas páginas, sem erros ortográficos, com foto apresentável (profissional)? Fala resumidamente dos teus pontos fortes? Tens morada portuguesa ou do país para onde queres ir trabalhar? E que tal arranjares contacto telefónico (um cartão de telemóvel) do país para onde queres ir, e escrever esse n° no CV? Já deste a algum amigo, professor para ler o teu CV e dizer o que acham?

3. A tua carta de apresentação está bem redigida? Meia página de texto no máximo, parágrafos claros, sem erros ortográficos, onde dizes "o que queres", "porque queres" e "porquê naquela empresa"? Já deste a algum amigo, professor para ler e dizer o que acham?

4. Cartas de recomendação? Tens? De empresas anteriores, professores, colegas?

5. Concorres para posições onde precises de comunicar bem e muito, tipo direcção de obra? Se sim, só tens hipótese em grandes empresas, esquece as pequenas e "familiares".

6. Ou concorres para projecto? Neste caso devia ser-te muito mais fácil arranjar alguma coisa se já tiveres experiência. O teu inglês deveria ser suficiente, por agora, para pelo menos receberes um contacto por mail. Desde que tenhas experiência a trabalhar com programas de dimensionamento normalmente conhecidos... Se não tens experiência, então esquece. Só se acabaste o curso há pouco tempo...

7. E tu sabes o que é que queres? Ou andas a candidatar-te para todo o lado a ver "quem é que te agarra?" Essa não funciona... Porque eles querem pessoal decidido. Eles topam logo se uma pessoa "quer é sair do país de origem" ou se querem trabalhar na empresa porque sentem que poderiam "vestir a camisola".

Dica: pega no teu CV e carta de apresentação e vai até uma empresa de recrutamento em Portugal perguntar se está bem, se falta alguma documentação, se está bem redigido, enfim... O que tens de fazer para conseguir ser "notado" por alguma empresa. Nem que tenhas de pagar para te fazerem essa avaliação. Será um bom investimento. Aqui estao algumas empresas que te poderão ajudar:

http://www.michaelpage.pt/index.html
http://www.atlanco.pt/Clientes/RecrutamentoSeleccao.aspx

Já agora, aqui ficam mais umas dicas:
http://dicastrabalhoalemanha.blogspot.com/

Informa-te, lê bastante na net sobre mercado de trabalho, estuda os países e as empresas.

Desejo-te um bom trabalho de pesquisa e muito boa sorte!

Ana