Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de março de 2013

Young Elite Immigrants

http://www.spiegel.de/international/germany/elite-young-immigrants-could-provide-future-stability-for-german-economy-a-885647.html

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Vira o disco e toca o mesmo

Ao que parece, a conclusao é a mesma, vindo de qualquer imigrante:

"Have a plan before you arrive. Berlin does have high unemployment and even in sectors like IT Berlin is not the hottest market in the world. Do your research. I won't hire someone who doesn't know what they applied for. Make a proper application, in IT it doesn’t matter so much if it's a German Lebenslauf or a CV, but do ensure it is well written, understandable and tells the company what you have done and what you can do. Include a picture in the application. I know it seems weird to most of us foreigners, but in Germany it's best to play by the German rules. Use Xing. LinkedIn is a distant second in Germany. Even if you don't use it to look for work, employers will check your profile. Network - as with most places in the world the best jobs are found through word of mouth.", diz o James Hobson.

A entrevista na sua totalidade, aqui.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Oferta de Trabalho na Alemanha


"A empresa onde estou a trabalhar há cerca de 6 meses, (Nintendo) está à procura de mais um Software Localisation Tester (Game Tester) para a equipa portuguesa em Frankfurt am Main, Alemanha.


Lembrei-me de vos envirar o contacto, já que pode ser que algum(a) de vocês esteja eventualmente interessado em vir trabalhar para a Alemanha (já que agora está tao na moda..) para Nintendo como Game Tester, ou que conheça alguém de confiança que possa eventualmente estar interessado.


Basicamente, o trabalho consiste em rever as traducoes dos video-jogos do inglês ao português, e tal como o nome indica, jogar bastantes video-jogos, (embora seja também mais do que isso) e procurar erros nessas mesmas traducoes,assim como erros de sistema (do jogo em si) e ir reportando à medida que se dá com eles.

Ao nível de requerimentos, é necessário ser nativo de português de Portugal e possuir um excelente nível de inglês e português, sobretudo escrito. Se vos considerarem para uma entrevista, irao primeiramente fazer testes escritos via email,e caso o resultado seja satisfatório, convidar-vos-ao para entrevista aqui em Frankfurt (a empresa infelizmente nao paga a viagem nem alojamento inerentes à deslocaçao à Alemanha), onde terao de fazer mais testes escritos, onde serao avaliados os vossos conhecimentos das línguas portuguesa e inglesa, nomeadamente ao nível de gramática, pontuaçao, etc.

É igualmente importante que a/o candidata/o tenha alguns conhecimentos de video-jogos (que saiba distinguir uma consola duma torradeira ajuda bastante, e que o Super Mario nao é nenhum jogador da liga de futebol italiana) e de novas tecnologias mas nao é preciso ser nenhum  Gamer ferrenho, daqueles que se fecham numa cave durante 2 semanas até terminarem um video-jogo e cuja única namorada que alguma vez tiveram foi no Second Life.


A agencia através da qual trabalho para a Nintendo, providencia alojamento em Frankfurt. Nao é nenhum palácio, é apenas um apartamento de 20m2 mas està à vossa espera sem terem o trabalho de procurar um. Mais tarde, logo podem deixá-lo , apenas com pré-aviso de alguns dias e procurar algo melhor em Frankurt e arredores.

A vaga foi publicada no site interno há 2 dias, e o prazo limite é  no dia 4 de Dezembro, por isso enviem a vossa candidatura o mais rápido possível. Podem fazê-lo através dos links abaixo;


http://www.ziwzeitarbeit.de/nintendo/index.html (Site da agência)

http://www.toplanguagejobs.de/en/job/279121/Game-Tester-m-f


Entao, se vos interessar, ou se conhecerem alguém que possa eventualmente estar interessado e tenha perfil para tal...força!


E."

domingo, 4 de novembro de 2012

Quando o marido tem emprego, e ela não

Olá, Paulo! 

O R. reencaminhou-me o teu mail... E acho que precisas de umas dicas, não só para ti, mas também para a tua família! Não vens sozinho, pois não? Essa empresa de certeza que te vai pagar bem, pois já tens alguns anitos de experiência. O meu relato vai mais para a tua esposa. Ela também vem? Tem também trabalho? Fala alemão? Se fala, melhor. Se não tiver trabalho ela que se inscreva logo num curso intensivo para aprender a língua. Por muito bem que ganhes, é sempre mais aliviante para ela ("saúde mental") saber que tem ferramentas, para o caso de querer trabalhar aqui. Por opção poderá não querer. Mas se não souber a língua, não será uma opção, mas sim, um entrave, não saber alemão. Até mesmo para actividades que ela gostará de fazer: desporto, fazer compras, arranjar novos amigos, etc...


Se ela vier já com emprego, acho que se vão desenrascar muito bem! À bom português! Sao complicados os primeiros meses de adaptação, mas estando a família junta, é bem mais fácil. Nada vos derrubará! Se ela não tem emprego, então, escrevo-te a dizer que não será fácil para ela, e que lhe deverás dar bastante atenção e apoio. Pois tu terás todos os dias uma novidade para lhe contar sobre teu trabalho, dos teus novos colegas, e ela não. Combinem actividades para fazerem juntos. Passeiem bastante sozinhos e com os novos amigos. Os alemães são um pouco difíceis de se fazer sair de casa com novos "conhecidos", mas sei que te desenrascarás. E as novas gerações alemãs, estão bastante mais abertas a novos contactos e amizades internacionais. Podem também procurar aí em Portugal emprego para ela. Mesmo que tenham o CV em inglês, enviem. Não perdem nada. Dica importante: enviar o CV em inglês, com carta de apresentação, foto (muito sorridente e descontraída!), e os certificados traduzidos digitalizados, para empresas multinacionais. Apostem nas empresas que tenham projectos internacionais, pois essas darão mais facilmente oportunidade a uma Portuguesa que fala inglês, do que empresas que tenham só projectos na Alemanha. 
Tenho verificado, pelas entrevistas que já tive até agora, que interesso a grandes multinacionais e não a empresas de média e pequena dimensão alemãs. O meu caminho para arranjar emprego não tem sido rápido! Optei por aprender alemão (sabia zero!), e só agora as portas se abrem para mim. E em mês e meio tive 5 entrevistas, o que não considero mau! Dá o meu e-mail à tua esposa para o caso de ela querer saber mais pormenores. Ela que não se acanhe! Pois esta decisão que irão tomar, pode ser crucial para a vossa vida! Desde que aqui cheguei, NADA tem corrido como eu pensava, a não ser o continuar a estar junta com o R.! A meu ver, ela deverá mesmo informar-se ao máximo. Principalmente se vier sem emprego. Pode ser uma prova dura de ultrapassar, a nível psicológico! Já não somos estudantes e por isso o estatuto de "Erasmus" não nos safa de nada! :D

Força para tomar a decisão "certa", seja ela qual for! :)
 

Ana


sábado, 7 de julho de 2012

O aventureiro

Olá, Cláudio! 

Quanto às tuas perguntas aqui vão as minhas respostas:

1- Reconheceram-te as tuas habilitações?
Sim, sem problema. O Tratado de Bolonha veio facilitar essa parte. E depois, aqui valoriza-se muito mais a experiência profissional que se tem do que propriamente o canudo :) Não te deixes amedrontar com a história do diploma. Claro, convém saber explicar porque foste para aquela escola. Dar uns créditos à escola que te deu a formação, mesmo que penses que não mereça assim tantos... Eu estudei na Universidade de Coimbra e sempre a tive em muito baixa consideração. Foi preciso vir para a Alemanha para dar todo e qualquer crédito à Universidade de Coimbra. Agora, longe de Portugal e passados alguns anos, vejo que a minha formação é óptima. Não fica aquém de nenhuma aqui na Alemanha, e até me atrevo a dizer que é muito melhor do que muitas universidades conhecidas por aqui.
Não tenhas medo. Onde estudaste não vai ser entrave para conseguires emprego. Mas não esquecer de "dar lustro" à escola onde estudaste ;)

2 - Achas que nós, portugueses, estamos preparados para o grau de exigência de outros países europeus, a nível de competências?

Sem dúvida NENHUMA! Soubesse eu o que sei hoje, sentisse eu a auto-estima que sinto hoje... Nós os portugueses não sabemos dar valor nenhum ao que somos e ao que temos. Somos os mestres em nos pormos em baixo, em pensar que ninguém tem uma vida tão má como a nossa. Somos, portanto, uns totós! Aqui, vejo cada caramelo com apenas um dedo de testa a dizer "que faz e que acontece"! E essa é a grande diferença. Eles sabem vender-se bem. Nós, temos orgulho de sermos portugueses, mas não sabemos vender isso. Eu demorei uns anitos a perceber isso. E todo o meu trajecto profissional foi o ideal para perceber que não nos falta NADA. Mentira! Falta-nos sim: autoconfiança. De resto temos tudo!
Por isso, não hesites. Se sentes que está na altura de mudar a tua vida, então, força! Aproveita a boleia da tua namorada francesa e vai à aventura! Mas não esquecer que aventura é isso mesmo: ir e esperar de tudo - o bom e o mau. Quanto ao bom, é aproveitar quando ele chega. Quanto ao mau, é estar atento e planear umas coisinhas antes de te mandares de cabeça. Há o aventureiro e o estúpido. O aventureiro vai à aventura, mas sabe (ou pelo menos tenta saber) os riscos que corre, prepara uma estratégia, define os seus pontos fortes mas também os fracos, e previne-se para que, se houver uma queda, não se magoe tanto.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Entrevista. E agora?

Olá, Vasco!

Mas que bom que te responderam e te convidaram para uma entrevista :) Muito bem! Parabéns!

Porém... Ainda não chegou a "hora do descanso do guerreiro" ;) Ainda há muito para fazer! Se te convidaram para uma entrevista, em princípio, o teu CV está porreirinho. Bem como a tua carta de apresentação. Passo seguinte: entrevista.

Existem muitas dicas sobre como se se comportar numa entrevista, lista de "do's and dont's". Numa pesquisa rápida na net irás encontrar facilmente esse tipo de informação.

Há algo que tens de ter em conta que é o seguinte: se o teu perfil se encaixasse perfeitamente ao que andavam à procura, terias sido contactado logo na semana seguinte à tua candidatura. Como demoraram um mês, o mais provável é ainda não terem encontrado a pessoa ideal, aquela que eles acham que se irá encaixar como uma luva para o trabalho que oferecem. Ou encontraram e era muito "cara". Não leves a mal o que te digo neste parágrafo. Vamos ser directos e pragmáticos. Isso irá ajudar-te a "cortar caminho".
Ou seja, não podes ir para a entrevista a pensares que és o maior, porque te convidaram para a entrevista! Se demoraram um mês a responder-te é porque ainda não estão certos se servirás ou não... Ou seja, terás de ter em atenção a tudo o que dizes e como dizes: cuidado com a primeira impressão! Se estão na dúvida, a primeira impressão será tudo: vestimenta, pontualidade, etc. As coisas básicas de uma entrevista não podem falhar. Pelo menos essas, pois o resto, estás por conta própria: terás de ser tu próprio e esperar que a tua maneira de ser se encaixe na filosofia da empresa.

     "A empresa parece ser de extrema confiança e pediram-me que marcasse um dia para a entrevista.
    Pois bem, como deves calcular fiquei extremamente feliz, mas depois veio o resto! A entrevista em si e os nervos que acarretam todos as suas componentes.
    Como me irei safar numa entrevista em Alemão, como irei fazer para os agradar profissionalmente sem me conseguir expressar da melhor forma!?"


Podes numa primeira abordagem tentar falar em alemão, para perceberem o quanto te estás a esforçar para aprender a língua. O cumprimentar as pessoas que estão na sala, o apresentares-te a ti próprio (o que fazes, de onde vens, onde estudaste, porque estás na Alemanha, etc... respostas curtas e estudadas e decoradas anteriormente). Depois, irá existir uma segunda fase da entrevista, onde se entra mais em detalhe sobre o que pretendem de ti, e sobre o que tu esperas da empresa. Nesse momento, se te sentires atrapalhado, perguntas se se importariam se se falasse em inglês, "já que o teu alemão AINDA não é perfeito" ;) . Logo vês como reagem: se aceitarem, fixe, estás safo, a entrevista dependerá apenas de ti, de como encaminhas as respostas, ou seja para uma contratação tua. Se não quiserem, aí, com um sorriso descontraído dizes "ok, não há problema, continuaremos então em alemão e peço desculpa pelos erros que disser...". Normalmente, as pessoas são muito simpáticas e delicadas o suficiente para te porém à vontade com o teu "mau alemão". E depois, quem te contacta para uma entrevista, sabe perfeitamente o nível de alemão que falas, pois tu escreveste isso no teu CV (nível básico. A não ser que tenhas escrito que eras fluente na língua :D Aí, tens terás então um pequeno / grande problema para resolver!). Pode acontecer eles aceitarem que fales em inglês, mas eles continuarem a entrevista em alemão. Já tive essa situação e acredita que não é melhor se se falasse apenas em alemão. É confuso e complicado. Tens de estar muito concentrado para distinguires bem as duas línguas, tanto a ouvir como a falar. Senão, quando dás por ti, estás a dizer o sujeito em inglês e o verbo em alemão :) E sai uma salganhada que ninguém se vai entender.

A língua é sim, uma barreira. Mas podes preparar-te para essa situação. Por exemplo, para além do número de cópias do CV para cada elemento que estará presente na entrevista (CV e certificados), leva também uma para ti, onde poderás ter algumas notas escritas. Ajudar-te-á a orientares-te e a estruturar as tuas respostas.
Treina frases chave do teu CV, tenta estar calmo, descontraído mas também focado em como queres que a entrevista corra: bem e com a possibilidade de uma segunda entrevista. (No meu caso, por exemplo, tive de passar por três entrevistas, com dois a três entrevistadores diferentes, em cada uma delas.)

Ter uma entrevista é muito bom, é sinal que têm interesse no que escreveste no CV. Mas não é batalha ganha. Pode-se dizer que 50% do caminho está percorrido. E 50% não são 100% :)

Ah! Prepara-te para explicares bem como funciona o sistema de notas em Portugal, e a sua correspondência com o sistema alemão. Eu acabei por desenvolver uma tabela com as notas de cada país (Portugal onde tirei o curso, Polónia onde fiz Erasmus, e Alemanha) e a sua respectiva correspondência (está tudinho na net :) ).


De resto é seres verdadeiro contigo mesmo e com quem te entrevista.

Boa sorte!

Ana

sábado, 3 de março de 2012

Dica para os que ainda estudam

Olá, Tiago!

Se deste com o meu post no Mind This Gap, também deves ter dado com o seguinte blogue:
http://dicastrabalhoalemanha.blogspot.com/

Aqui, podes encontrar respostas às perguntas que me fazes.

Sendo tu um "jovem" apenas no primeiro ano, posso aconselhar-te que procures na internet empresas alemãs (se é que pretendes vir para a Alemanha) que tenham "estágios de integração". Estes estágios costumam ter a duração de 2 anos a 3 anos e funcionam como um complemento à tua formação. Ou seja, as empresas acolhem / escolhem candidatos, jovens estudantes acabados de concluir os cursos, para os formarem na sua própria empresa. Muitas o fazem. Tens é de ter em atenção se é isso mesmo que queres. Porque serão 3 anos em que estarás completamente focado apenas numa "direcção", numa empresa. Mas ao fim dos 3 anos estarás completamente integrado no mercado de trabalho desse país: formação profissional específica e fluente numa nova língua.

Essa é a dica mais eficaz que poderei dar ao pessoal jovem. Essa e a clássica "faz Erasmus / Socrates / Leonardo da Vinci NUMA EMPRESA e fica por lá até estares apto a aventurares-te sozinho".

De resto, estuda... Estuda muito! Aprende várias coisas, viaja, experimenta, vive. E muito! Todas essas experiências de vida farão parte da tua bagagem como futuro profissional. Ah... E aproveita. E muito. Porque depois, principalmente para a tua geração, as coisas vão complicar-se cada vez mais. Não te iludas. Só os melhores e os mais astutos ficarão com os melhores lugares. Mas atenção! Que ser-se "o melhor" inclui tudo, não só o conhecimento na matéria, mas também o respeito. Respeito pelos colegas, respeito pelos mais velhos, respeito pelos que te rodeiam. E isso, não aprendes nos livros :)


Boa sorte!

Ana

sábado, 5 de novembro de 2011

Carta ao Jorge

 Como é a vida na Alemanha?

Depende muito da nossa maneira de ser (se somos pessoas abertas a novas culturas), da nossa formação (se temos um diploma de uma formação que é precisa no mercado de trabalho), da nossa capacidade de falar outras línguas (se aprender alemão nos dará algum gozo), da nossa expectativa monetária (se pensamos que em 2 anos estamos a comprar o tal Mercedes), etc..

A vida de imigrante pode não ser fácil se teimarmos em não nos conformarmos que não estamos em casa, mas que é possível viver assim. Longe de casa. Haverá sempre alguma coisa que "não está bem", que não sabemos explicar o que é, e por isso, nos poderá tornar a vida menos agradável num país estrangeiro. Que fazer? Aproveitar o tempo para absorver o que a sociedade onde estamos inseridos tem de melhor. Ponto! Não vale a pena viver a pensar no que funciona mal, no que funciona melhor no nosso país.
O que me empurrou para sair do país foi a vontade de ver "mais", para além da nossa fronteira com Espanha. 

Mas se pudesse, voltava para Portugal. "Se pudesse"... Eu posso, a qualquer momento. É uma questão de escolha. Neste momento consegui o trabalho que sempre sonhei. Ganho bem, tratam-me bem, trabalho num projecto inovador, estou perto do marido e amigos (não tenho de mudar de cidade). Conseguiria isso em Portugal? Não. Compensa estar longe da família e amigos para poder ter este tipo trabalho? Para mim, por enquanto sim. 


Na verdade, hoje em dia, compra-se um bilhete para Portugal a 98€, ida e volta, directo. E é suficiente para matar as saudades, ir umas três vezes a Portugal, por ano? Para mim, não. Mesmo assim, pretendo continuar na Alemanha? Sim. Posso ter crescido a pensar que o futuro era um conjunto de certezas. E isso deu-me a segurança necessária para arriscar (se não funcionar, sempre posso voltar atrás), e principalmente, deu-me equilíbrio emocional para recuperar das rasteiras que a vida me pregou. 
Porém, o mundo mudou. Aliás, está em constante mudança. O que demorava décadas a mudar numa sociedade, há cem anos, hoje em dia demora uns... Dois anos. A mudança tem sido a tal velocidade que apenas aqueles que se tornam "flexíveis e adaptáveis", se safam. E não foi sempre assim? Posso ter crescido a pensar que o futuro era um conjunto de certezas. Mas hoje eu sei, que essa certeza já não existe e jamais vai voltar a existir. 

Invejo aqueles que podem usufruir da minha terra, no dia-a-dia: o cheiro do café nas ruas, o sol de Inverno, a noite negra repleta de estrelas, o cheiro da flor de laranjeira numa noite de Verão, o orvalho nos campos verdes, as ondas do mar.
Porém, cada emigrante carrega uma história. Uma experiência. Cabe a cada um deixar-se passar pela experiência e tirar as suas próprias conclusões. Pelo menos eu nunca correrei o risco de dizer "se pelo menos eu tivesse tentado ir para outro país..." :)


(in O blogue que já devia ter sido escrito, 05/11/2011)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Candidatura - check list

  1. Foto tipo profissional;
  2. CV, máximo duas páginas;
  3. Certificados de todas as formações escolares;
  4. Certificados de todas as formações profissionais;
  5. Certificados de conhecimento de línguas estrangeiras;
  6. Cartas de recomendação de todas as empresas onde se trabalhou / trabalha;
  7. Carta de apresentação;
Links de interesse:
http://dicastrabalhoalemanha.blogspot.com/2011/07/o-curriculum-vitae.html
http://dicastrabalhoalemanha.blogspot.com/2011/08/carta-de-apresentacao.html
http://dicastrabalhoalemanha.blogspot.com/2011/09/insucesso-na-procura-de-trabalho.html
http://www.metaljobs.net/checklist-for-success/

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Insucesso na procura de trabalho

Olá, Filipe!

Em vez de me perguntares sobre empresas que estejam a precisar de engenheiros (se soubesse, já tinha usado essa informação para mim, né? ;) ), que tal perguntares a ti próprio porque é que a tua estratégia para arranjar emprego não está a funcionar?

Pelo que eu percebi, também tens estado a tentar a tua sorte e não tens tido sucesso.
Mas porquê esse insucesso? Já te fizeste essa pergunta? Pouca oferta para engenheiros civis? Pouca sorte? Tens um CV fraco? E fraco em quê? Na tua formação (duvido...), na tua especialidade, na tua falta de experiência, ou apenas na maneira como redigiste o CV?

Se já mandaste CV e nada aconteceu, não é por eu te dar o nome de empresas que precisam de engenheiros, que tu vais arranjar emprego... Porque há qualquer coisa que não está a funcionar, no teu caso. Porque as empresas estão SEMPRE à procura de pessoal. Bem sei que não é fácil para engenheiros civis arranjarem emprego no estrangeiro. Eu que o diga! Porém, pode ser que, no teu caso, seja apenas um problema de redacção de CV e carta de apresentação.

Vamos lá ver se eu te consigo orientar na tua estratégia:

1. Chamam-te para entrevistas? Ou nem a essa fase tu passaste? Se não tens recebido convites para entrevistas, então é porque o problema está ou no CV ou na carta de apresentação. Na maneira como estás a fazer esses dois documentos. Eles são o teu cartão-de-visita. O que te abrirá a porta de todo este processo que é arranjar emprego no estrangeiro.

2. O teu CV está bem redigido? Duas páginas, sem erros ortográficos, com foto apresentável (profissional)? Fala resumidamente dos teus pontos fortes? Tens morada portuguesa ou do país para onde queres ir trabalhar? E que tal arranjares contacto telefónico (um cartão de telemóvel) do país para onde queres ir, e escrever esse n° no CV? Já deste a algum amigo, professor para ler o teu CV e dizer o que acham?

3. A tua carta de apresentação está bem redigida? Meia página de texto no máximo, parágrafos claros, sem erros ortográficos, onde dizes "o que queres", "porque queres" e "porquê naquela empresa"? Já deste a algum amigo, professor para ler e dizer o que acham?

4. Cartas de recomendação? Tens? De empresas anteriores, professores, colegas?

5. Concorres para posições onde precises de comunicar bem e muito, tipo direcção de obra? Se sim, só tens hipótese em grandes empresas, esquece as pequenas e "familiares".

6. Ou concorres para projecto? Neste caso devia ser-te muito mais fácil arranjar alguma coisa se já tiveres experiência. O teu inglês deveria ser suficiente, por agora, para pelo menos receberes um contacto por mail. Desde que tenhas experiência a trabalhar com programas de dimensionamento normalmente conhecidos... Se não tens experiência, então esquece. Só se acabaste o curso há pouco tempo...

7. E tu sabes o que é que queres? Ou andas a candidatar-te para todo o lado a ver "quem é que te agarra?" Essa não funciona... Porque eles querem pessoal decidido. Eles topam logo se uma pessoa "quer é sair do país de origem" ou se querem trabalhar na empresa porque sentem que poderiam "vestir a camisola".

Dica: pega no teu CV e carta de apresentação e vai até uma empresa de recrutamento em Portugal perguntar se está bem, se falta alguma documentação, se está bem redigido, enfim... O que tens de fazer para conseguir ser "notado" por alguma empresa. Nem que tenhas de pagar para te fazerem essa avaliação. Será um bom investimento. Aqui estao algumas empresas que te poderão ajudar:

http://www.michaelpage.pt/index.html
http://www.atlanco.pt/Clientes/RecrutamentoSeleccao.aspx

Já agora, aqui ficam mais umas dicas:
http://dicastrabalhoalemanha.blogspot.com/

Informa-te, lê bastante na net sobre mercado de trabalho, estuda os países e as empresas.

Desejo-te um bom trabalho de pesquisa e muito boa sorte!

Ana

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A carta de apresentação

Lembro-me do meu amigo americano me explicar que o que se escreve na carta de apresentação não deveria aparecer repetido no CV. Um pouco difícil já que o CV é a nossa "história" e a carta serve para "nos apresentarmos" :)
Acabei por perceber o que me queria dizer: se no CV tenho que fiz um curso sobre energia solar, não interessa voltar a falar nele na carta, a não ser que seja mesmo importante salientar esse facto. Outro exemplo: se digo no CV que trabalhei como directora de obra, na carta poderei dizer que foi nesse trabalho que desenvolvi as minhas competências como gestora de projecto. Ou seja, é um escrever sobre o mesmo assunto, mas não repetindo as mesmas ideias e principalmente as mesmas palavras.

A carta deve ser vista como um cartão-de-visita. Como uma bibliografia curta de cada um, como é referido aqui. É a nossa oportunidade de nos apresentarmos como pessoa, e não apenas como mais um potencial trabalhador. Para além da experiência profissional adequada para uma certa oferta de trabalho, temos, em cada um de nós, mais-valias, muitas delas resultado de um processo de crescimento pessoal. As empresas (principalmente as grandes) procuram pessoas apaixonadas, diferentes, humanas, capazes não só de se encaixar no perfil da empresa, mas também de contribuir para um melhor desempenho da empresa.

Existem empresas que pagam, sim, as deslocações dos candidatos para entrevistas. Como também existem aquelas que não (mesmo sendo grandes empresas). Na carta de apresentação dêem a entender que são flexíveis. Aliás, e porque não, conciliar umas pequenas férias na Alemanha com várias entrevistas de emprego? Digam que estarão na Alemanha de dia tal a dia tal e que ficariam muito contentes se pudessem, durante esse período, ter uma entrevista.

Se tiverem alguém amigo a viver na Alemanha, peçam-lhe para colocar a sua morada no vosso CV. Há quem compre até um cartão de telemóvel alemão para poder colocar esse número no CV. Assim, o facto de se viver em Portugal, não será desculpa para a empresa vos eliminar logo à partida da lista de potenciais candidatos (a crise está aí. As empresas não podem pagar as deslocações a tudo o que é candidato, principalmente se esse candidato viver noutro país).

Se tiverem alguns conhecimentos de alemão, que assegurem pelo menos uma conversa informal, podem tentar enviar os documentos em alemão. Se não, apostem no inglês. Mas nada de erros ortográficos! E o esquema da carta deve ser, claro, conforme ditam as regras (nunca se deixou de usar o "Ex. mos Senhores," porque razão pensam as pessoas que podem começar uma carta deste tipo com "Caro colega," (como já vi muitos usarem)????)


Portanto:

1° Parágrafo: curta bibliografia - Quem são? Profissão e como chegaram até aqui, como profissionais (trabalhando numa pequena empresa no estrangeiro (Portugal), p.ex., onde vos foram solicitadas diariamente tarefas de gestão de vários projectos); onde estudaram (e porque não dar ênfase onde se estudou? Afinal, foi aí que começou a vossa formação como profissionais); acrescentar alguma informação relevante ao lugar a que concorrem (um curso relevante e porque o decidiram fazer);

Escolher duas a três experiências profissionais que sejam relevantes para a candidatura, e descrevê-las (uma por parágrafo) sucintamente por ordem de importância (da mais importante para a menos importante). Há quem diga que o tamanho do parágrafo deve corresponder à importância dessa mesma experiência.

Último parágrafo: explicar o que se quer com a candidatura, porque se quer, e porquê na empresa a que concorrem.

Agradecer pela atenção prestada, referir que documentos se encontram em anexo (CV, pelo menos) e dizer que estão disponíveis para qualquer esclarecimento. Podem também aproveitar e dizer que, estão a contar em estar na Alemanha (mais propriamente na cidade onde se encontra a empresa ;) ) do dia tal a dia tal, e que ficariam muito contentes se surgisse a oportunidade de ter uma entrevista.


P.s.: Vários exemplos de cartas de apresentação: em inglês e em alemão.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Curriculum Vitae


Já existe muita informação disponível sobre este assunto na internet. E quanto mais se lê mais se deixa de saber, afinal, qual o melhor esquema a utilizar. O melhor esquema não existe :) Como diria uma amiga minha, a que me ajudou a desenvolver o CV, "o CV é algo muito pessoal, e é importante que cada um se sinta bem com o resultado final". Mesmo assim, atrevo-me a colocar aqui a minha opinião, resultado de um longo processo de "tentativa-erro". Sim, sim... Já sei: fazer um CV não é assim tão difícil! :) Dirão muitos de vocês. Não esquecer que cada país tem o seu esquema, a sua maneira de apresentar a informação. E o que se pretende com este blogue é exactamente mostrar como se costuma fazer na Alemanha. Por exemplo, para mim, o modelo que o EURES criou para tentar uniformizar a apresentação de um resumo a nível europeu, é bom. Mas peca por ser demasiado longo pois tem (muito) espaço desaproveitado.
  1. Esquema simples, duas páginas no máximo (ex.: este, este ou até este). No meu caso optei por colocar mais informação no CV do que a que aparece nos exemplos apresentados (mas nunca ultrapassando as duas páginas) porque sabia que, numa entrevista, teria como limitação a língua alemã. Assim, adicionei alguma informação para que a pessoa que recebesse o meu CV o compreendesse melhor. E claro, para me facilitar a estruturar o meu próprio discurso numa entrevista.   
  2. Escolham uma experiência profissional do vosso CV que melhor se adeqúe ao lugar a que se candidatam. Acrescentem a seguinte informação, sobre essa experiência profissional, de forma curta e sucinta: Em que tipo de projectos estiveram envolvidos durante essa função? Que dimensão eram esses projectos (€)? Quantas pessoas estiveram envolvidas? Qual era a vossa aptidão mais requisitada? Qual era especificamente o vosso papel / função? O que aprenderam? O que aprenderam que pode vir a ser útil para a empresa a que concorrem? 
  3. Línguas: basta colocar em cada língua o nível do vosso conhecimento (básico / bom conhecimento / fluente / língua materna). Podem, se quiserem, especificar com "fluente na escrita e na fala", por exemplo. Nunca apresentei a tabela que aparece no Eures. Assim, poupei espaço e, na verdade, ninguém quer saber tão detalhadamente o vosso nível de conhecimento em cada língua.
  4. Foto: do tipo profissional. Esqueçam as carinhas larocas e brincalhonas. Estamos a falar de uma empresa que pretende ganhar dinheiro e a vossa apresentação, passará a ser um cartão de visita dessa empresa. Uma foto profissional dá credibilidade.
  5. Incluir sempre cartas de recomendação das empresas onde já trabalharam. Se não têm experiência profissional, peçam a um professor vosso. Cartas de recomendação da associação recreativa lá da terra, e até de amigos, também servem! Em inglês, claro :)
  6. Anexos: Certificados. Seleccionem apenas aqueles certificados que mais se adequam ao lugar a que concorrem. Aliás, há quem envie os certificados apenas quando lhes são solicitados.
Numa pesquisa rápida pela internet, encontrei este site onde podem fazer o download (kostenlos!)de um esquema de CV em formato .doc onde apenas têm de preencher os espaços em branco :) Reparem na foto da folha de rosto do CV (descontraída mas profissional). Podem optar por uma folha de rosto deste tipo (com foto e dados pessoais) conseguindo assim poupar espaço nas folhas seguintes.